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Diante de tudo quer já foi dito a respeito da saída do ar da emissora RCTV, a mando do presidente Hugo Chávez, os motivos que apresentados por ele são, nó mínimo fúteis. Agora é assim, de uma hora para outra ele decide que vai tirar uma emissora do ar e tira, sem levar em consideração os milhares de espectadores que a mesma possui, a novela que é interrompida do meio, entre outras coisas.
A despedida dos profissionais que trabalharam nessa emissora, com 53 anos de existência, foi muito emocionante e o futuro dos mesmos agora é incerto. Chávez tirou a RCTV do ar e em poucos minutos passou a funcionar uma emissora criada por ele mesmo, chamada “TVes”. Nessa, sim ele terá o tão sonhado “controle” de tudo que irá ao ar, e os profissionais dessa nova emissora já sabem como proceder, se quiserem ficar muito tempo na casa. É só não falar mal do presidente, ou seja, liberdade de expressão e liberdade de imprensa são palavras que não devem ser seguidas, caso contrário novas cabeças poderão rolar.
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A emissora venezuelana “TVes”, criada pelo governo venezuelano como uma “televi
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são de serviço público”, entrou no ar na madrugada do dia 28 de maio, poucos minutos depois que o sinal aberto da “Radio Caracas Televisión” (RCTV) foi encerrado. A “TVes” estreou sua programação com uma versão do hino nacional interpretada pela orquestra e coros juvenis e infantis comandada pelo famoso maestro Gustavo Dudamel.
Em seguida foram exibidos pequenos vídeos promocionais explicando como será sua programação. Por fim, começou a ser transmitida uma festa de gala especial que aconteceu no teatro Teresa Carreño, em Caracas. A abertura do evento foi feito por Lil Rodríguez, presidente da “TVes”, que pronunciou algumas palavras nas quais destacou que acima do valor do petróleo, a Venezuela conta com o valor de sua gente.
Todos os presentes agiam como se nada tivesse acontecido no dia anterior, quando houve um confronto entre manifestantes e a polícia venezuelanauela, que acabou em violência diante da sede da Comissão Nacional de Telecomunicações, Conatel, em Caracas.
Os distúrbios, com lançamento de garrafas e outros objetos por parte dos manifestantes, começaram pouco depois das 18h (19h de Brasília). Onze policiais ficaram feridos, quatro gravemente, ao serem atingidos por pedras durante a manifestação.
Um grupo de pessoas, que participava da concentração contra a decisão do governo de não renovar a concessão da “RCTV”, tentou forçar o cordão de segurança diante da sede da Conatel, no bairro de Mercedes, provocando a resposta das forças de segurança.
As forças de segurança usaram jatos de água para dispersar os manifestantes e lançaram bombas de gás lacrimogêneo. Outras pessoas que participavam da concentração pediam calma e que a manifestação continuasse de forma pacífica, como as marchas que foram organizadas até agora para protestar contra a saída do ar da “RCTV”.
Aliados do presidente Hugo Chávez convocaram uma manifestação nas avenidas centrais de Caracas para demonstrar apoio ao fim da concessão do sinal aberto da emissora, que o governo chama de “golpista” e de favorecer a elite econômica. Já os opositores da decisão do governo, que a consideram uma retaliação política, fizeram um ato na véspera com buzinas e panelas, denunciando o que chamam de atropelo da liberdade de expressão.
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Sob protestos violentos nas ruas da capital Caracas, a emissora privada de TV “Radio Caracas Televisión” (RCTV) deixou de transmitir sua programação em sinal aberto no dia 27 de maio(0h59 de segunda-feira em Brasília), por não ter sua concessão de freqüência estatal renovada pelo governo venezuelano. Como estava previsto, o canal mais antigo da televisão na Venezuela saiu do ar após 53 anos de exibição no canal 2, acusada pelo presidente Hugo Chávez de prejudicar o socialismo do século XXI.
Na última hora de transmissão em sinal aberto, diretores e funcionários da “RCTV” se despediram de sua audiência com o slogan “Um amigo é para sempre” e a promessa de se reencontrarem no futuro. No mesmo momento, confrontos de manifestantes com a polícia foram registrados na capital.
Com lágrimas nos olhos, artistas, jornalistas e outros funcionários da emissora privada agradeceram ao público pelo apoio e por todas as demonstrações de solidariedade manifestadas nos dias anteriores à interrupção do sinal aberto da “RCTV”. A partir de agora a freqüência passa a ser utilizada pela emissora “TVes”, criada pelo governo do presidente Hugo Chávez.
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O CTA – Centro de Testagem e Aconselhamento – realiza pré-testes e pós-testes de HIV para a população em geral. Esse serviço é gratuito e para a pessoa fazer o teste é só comparecer ao Centro Materno-Infantil, localizada no centro da cidade, junto à prefeitura.
Num primeiro momento é marcado o dia do teste. Antes da coleta de sangue, a pessoa assiste a uma palestra, onde tira todas as dúvidas de como se pega e não se pega AIDS.
O ponto alto da palestra é a atenção que a assistente social dá ao uso da camisinha. Conforme a assistente social Ana Quintana, o uso da camisinha não só previne a AIDS, mas também todas as DST’s, como sífilis, gonorréia, etc. Além disso, atualmente a incidência de casos de hepatite C por transmissão sexual tem aumentado no país. “Estamos lutando para que mais essa doença não se instale no nosso município”, afirma Ana.
Depois de todo esse processo, é necessário aguardar alguns dias o resultado do teste. Então a pessoa é novamente chamada ao Centro Materno-Infantil. Caso tenha dado alguma alteração, a assintente social já inicia os procedimentos de orientação à pessoa, seja para repetir o teste, ou para tratar de alguma outra DST.
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Na cidade de Campo Bom, existe um serviço de apoio às gestantes portadoras de HIV denominado SAE – Serviço de Atenção Especializada. De acordo com a secretária de saúde do município, Helena Valadão Thiesen, o principal objetivo desse serviço não é somente o cuidado especial que se deve ter com essas futuras mães, mas a possibilidade do recém-nascido não contrair o vírus da AIDS durante o nascimento. Caso isso ocorra, há todo um processo de reversão do quadro. A criança recebe então remédios para o organismo reagir e a probabilidade sucesso é grande.
Após o nascimento, existe o acompanhamento à mãe e à criança, que deve ter uma alimentação especial. Ela não deve ser amamentada, pois assim vem a contrair o vírus novamente. É por essa situação que Amanda* está passando no momento, não podendo amamentar a filha recém-nascida. Portadora do vírus da AIDS, ela diz sentir muita tristeza por não poder passar por esse momento com a filha. “Em compensação, sei que ela agora está bem, livre desse vírus maldito. Isso me dá esperança que o futuro dela será bem melhor que o meu”, conclui Amanda*.
* o nome foi adotado para preservar a identidade da entrevistada.
